14 de outubro de 2010

RESUMO DO SEMINÁRIO DE FLORENCE NIGTHINGALE

RESUMO DO SEMINÁRIO DE FLORENCE NIGTHINGALE

A Dama da Lâmpada

Esta é a história de uma mulher corajosa, impetuosa, dona de uma mente brilhante e que possuía tenacidade de propósitos como característica particular.

Mulher que marcou sua época não só por rebelar-se contra o papel convencional para as mulheres de seu status, mas por abdicar do “reino” de luxo e pomposidade para atender o chamado de Deus e atender o povo.

Mulher que apesar de sua determinação e garra, usou toda sua generosidade e doçura para cuidar de pessoas por quem ela renunciou todos os sonhos que toda moça e sua época possuía.

Mulher que transmitia a imagem (e realmente era) de um anjo auxiliador que consolava os moribundos.

Mulher que rompeu barreiras e mudou conceitos, indo a guerra para cuidar de soldados feridos, reforma hospitais treinar enfermeiras, numa época que estas eram vistas como mulheres marginalizadas, ou seja, fora dos padrões da época, até mesmo como prostitutas.Correndo o risco de ser confundida como tal.

Se prepare para conhecer a fascinante história desta mulher que foi uma candidata perfeita a heroína e que ate hoje é lembrada como tal.

O nome dela?

Florence Nightingale.

Florence Nightingale

Nascida em 12 de maio e 1820, em Florença, na itália ,era filha de ingleses. Possuía inteligência incomum, tenacidade de propósito, terminação e perseverança – o que permitia dialogar com políticos e oficiais do exército, fazendo prevalece as suas idéias. Dominava com facilidade o inglês, o francês, o alemão, o italiano além do grego e latim.

Decidida a seguir sua vocação, procura completar seus conhecimentos que julga ainda insuficiente. Visita o hospital de do blin dirigido pelas irmãs de misericórdia, ordem católica de enfermeiras, fundada 20 anos antes. Conheci as irmãs de caridade de São Vinte de Paulo, mais som de Lá providence em Paris.

Aos poucos vai se preparando para sua grande missão. Em 1854, a Inglaterra, a França e a Turquia declaram guerra a Rússia: é a guerra da Criméia, os soldados acham-se no maior abandono. A mortalidade entre os hospitalizados era de 40%. Com sua técnica de higienização do ambiente e dos feridos consegue reduzir esta taxa para 2%.

Perfil do Profissional de Enfermagem segundo Florence

"A enfermeira não deve ser maldizente; não deve falar em vão; jamais deve responder as perguntas sobre seus pacientes, a não ser aqueles que tem o direito de fazê-las; deve (nem seria preciso dizê-lo) ser sóbria e honrada; mas que isso, deve ter elevado senso de religiosidade e devotamento; deve respeitar a própria vocação, porque a vida, dom precioso que recebemos de Deus muitas vezes estará em suas mãos. A enfermeira deve ser uma observadora segura, atenta e rápida, possuídora de sentimentos elevados e dedicados."

A Escola Anna Nery e o modelo Nightingaleano

O ensino da enfermagem desenvolvia-se através de treinamento de pessoas para desempenhar atividades de confortos, de administração e medicamentos e de limpezas de unidade, cozinha e lavanderia.

Mas, foi com Florence Nightingale, através da sistematização do seu ensino, que a enfermagem começou a tomar forma e adquirir realmente o status de uma ocupação distinta.

Em 1922, foi criada a primeira escola de enfermagem num modelo Nightingaleano no Brasil, a atual escola de enfermagem Anna Nery. E, desde então, muitos profissionais vêm lutando por um espaço junto a sociedade que, de fato, ao que a profissão representa.

Suas Publicações

Desde pequena Nightngale gostava de registrar os acontecimentos ao seu redor.Ela iniciou os registro em enfermagem, fato que resultou em 147 livros e panfletos sobre sanitárismo, em hospitais civis e militares; higiene; enfermagem; estatística e filosofia. Sua correspondência pessoal também foi volumosa.

Entre seus livros destacam-se o tratado de filosófico Suggestions on Tought to Seachers After Truth Among the Antizans os England. Este contém sua própria filosofia. “Notas sobre hospital” em 1858 e “Notas sobre Enfermagem” em 1859. Estes livros abriram uma nova época na reforma e no cuidado à saúde.

Suas Contribuições

A repercussão dos seus atos não foi restrita a Europa, New York Times, 15 de Agosto de 1910 após sua morte: "Poucas vidas foram mais úteis, ou mais inspiradoras do que a dela". Resgatou a enfermagem enquanto profissão digna; infundiu na sociedade o respeito pela profissão, deu início aos registros de enfermagem, seus escritos deram forma à filosofia da teoria de enfermagem, deu início ao ensino formal de enfermagem, influenciou o principio da enfermagem como organização científica.

Conclusão

É com muito orgulho e satisfação que a equipe vem por meio deste seminário informar, destacar, e compreender a vida e os legados de Florence Nightingale.

"Guerreira em pele de burguesa", esta moça européia tinha tudo para ser normal e morrer junto ao seu tempo, mas por meio de suas atitudes ficou imortalizada, sistematizou a enfermagem, uma das mais importantes profissões da área de saúde, e trouxe junto a sua imagem à disciplina.

Após toda essa leitura, voltas e voltas no tempo. Almejamos que o espírito de coragem,trabalho e cuidado de florence estejam aflorando em cada leitor, e que a enfermagem seja executada de forma ética, humanizada e holística.

MENSAGEM

A enfermagem é uma arte; e para realizá-la como arte,requer uma devoção exclusiva,um preparo tão rigoroso,como a obra de qualquer pintor ou escritor,pois o que é o tratar da tela morta ou do frio mármore comparado ao tratar do corpo vivo-o templo do Espírito de Deus.É uma das artes;poder-se-ia dizer, a mais bela das artes.

Florence Nithingale.

CURATIVO E TIPOS DE CURATIVOS

CURATIVO E TIPOS DE CURATIVOS

FERIDA: é toda solução de continuidade na superfície interna ou externa do organismo, podendo ser de dois tipos:

- ferida não cirúrgica: é a decorrente de doenças, traumatismos, etc.;

- ferida cirúrgica: é a realizada pelo cirurgião por meio de instrumentos especializados. As feridas poderão sangrar, infectar-se, podendo provocar saída ou retenção de secreção (purulenta, serosa), deiscência dos pontos, aumento da extensão e/ou profundidade da ferida.

CURATIVO

É todo material colocado diretamente sobre uma lesão a fim de prevenir uma contaminação. Portanto, as finalidades do tratamento das feridas são:

- evitar a contaminação das feridas limpas;

- reduzir a infecção das lesões contaminadas;

- facilitar a cicatrização

- remover as secreções

- promover a hemostasia

- facilitar a drenagem

- proteger a ferida

- aliviar a dor

CICATRIZAÇÃO

É a transformação do tecido de granulação em tecido cicatricial, sendo a cicatriz a etapa final do processo curativo da ferida.

A cicatrização ocorre de duas formas:

- por primeira intenção: é quando se aproximam as superfícies da ferida por sutura, fita adesiva ou outros mecanismos;

- por segunda intenção ou granulação: é quando não acontece aproximação de superfícies, e nesse espaço proliferam as granulações, que, por sua vez, serão recobertas pelo epitélio.

Os fatores que afetam a cicatrização normal são:

- nível nutricional: a diminuição dos elementos protéicos, vitamina C e desidratação são os principais causadores do retardo da cicatrização;

- condições de vascularização: como o sangue fornece os elementos cicatrizantes, quanto melhor a circulação, mais eficiente será a cicatrização.

- Idade: ocorre um retardo nos idosos;

- Edema: por dificultar a união das extremidades da ferida e diminuir a vascularização local

- Administração de drogas que mascaram a presença de infecção.

- Administração de drogas anticoagulantes

- Técnica de curativo: provocada pela troca insuficiente, falhas de técnica asséptica, curativo apertado e outros.

- Alteração da taxa de glicose sanguinea.

CURATIVOS

- fechado ou bandagem: sobre a ferida é colocada gaze, pasta ou compressa, fixando-se com esparadrapo ou atadura de crepe.

Nas feridas com infecção nas cavidades ou fistulas, pode-se irrigar soro fisiológico ou antisseptico com auxilio de uma seringa;

- aberto: recomendado nas incisões limpas e secas, deixando-se a ferida exposta;

- compressivo: indicado para estancar hemorragia ou vedar uma incisão.

VANTAGENS E INDICAÇÕES PARA CADA TIPO DE CURATIVO

- curativo fechado

Absorver a drenagem de secreções;

Proteger o ferimento das lesões mecânicas

Promover hemostasia, através de curativo compressivo;

Impedir contaminação do ferimento por fezes, vomito, urina;

Promover o conforto psicológico do paciente;

- curativo aberto

Eliminar as condições necessárias para o crescimento de microrganismos (calor, umidade, ausência de luz solar etc).

Permitir melhor observação e detecção precoce de dificuldades no processo de cicatrização;

Facilitar a limpeza;

Evitar reações alérgicas ao esparadrapo;

Ser mais barato.

TIPOS DE CURATIVOS

ÁCIDO LINOLEICO-AGE

O ácido linolênico é vital para a função de barreira , é o maior componente lipídico no extrato córneo normal gorduroso;

É vital para a resistência à água, pois é o maior constituinte da barreira epidérmica (60%).

É o único que tem capacidade de reverter ou reparar a função de barreira da pele onde a deficiência dietética não está envolvida.

Estes tem grande ação na aceleração do processo de cicatrização pois auxiliam a quimiotaxia e diapedese dos leucócitos.

É indicado: para lesões abertas não intactas, e profilaxia das ulceras de pressão.

Modo de usar:

Aplicar no local afetado utilizando uma gaze;

Trocar a cada 12 à 24 horas

ALOE VERA – BABOSA

Trata-se de curativo não aderente com aloe Vera. É empregado como gaze não aderente.

Pode ser utilizado in natura.

É indicado: queimaduras de primeiro e segundo grau, ulcerações refratárias, dermatite de contato periostomia.

Modo de usar:

Freqüência de troca 12 à 24 horas.

SULFADIAZINA DE PRATA

É uma pomada hidrofílica, composta por sulfadiazina de prata a 1%.

Pode ser associada: nitrato de cério, acido hialurônico.

Mecanismo de ação:

Prata: confere características bactericidas imediatas e bacteriostáticas residuais, provoca precipitação protéica e age diretamente na membrana citoplasmática bacteriana.

Modo de usar:

Freqüência de troca é recomendada a cada 12 horas.

HIDROGEL

Composição: carboximetilcelulose + propilenoglico + água (70 a 90%)

Ação: debridamento autolitico/ remove crostas e tecidos desvitalizados em feridas abertas.

Forma de apresentação: Amorfo e placa

HIDROCOLÓIDE

Composição: carboximetilcelulose + gelatina + pectina.

Forma de apresentação: amorfo e placa

Ação: é hidrofílico, absorve o exsudato da ferida, formando um gel viscoso e coloidal que irá manter a umidade da ferida.

PAPAÍNA

Composição: enzima proteolítica. São encontradas nas folhas, caules e frutos da planta Carica Papaya.

Forma de apresentação: pó, gel e pasta.

Atuação: desbridante (enzimático) não traumática, anti-inflamatória, bactericida, estimula a força tensil das cicatrizes, pH ótimo de 3 – 12, atua apenas em tecidos lesados, devido a anti-protease plasmática (alfa anti-tripsina).

Observações: diluições: 10% para necrose, 4 a 6% para exsudato purulento e 2% para uso em tecido de granulação.

Cuidados no armazenamento (fotossensível) e substancias oxidantes (ferro/iodo/oxigênio), manter em geladeira.

FIBRINOLISINA

Composição: fibrinolisina (plasma bovino) e desoxorribonuclease (pâncreas bovino).

Forma de apresentação: pomada

Ação: através da dissolução do exsudato e dos tecidos necróticos, pela ação lítica da fibrinolisina e do ácido desoxorribonucleico e da enzima desoxorribonuclease.

Observações: monitorar a sensibilidade do paciente.

ALGINATO DE CÁLCIO E SÓDIO

Composição: 80% íon cálcio + 20% íon sódio + ácidos gulurônico e manurônico (derivados de algas marinhas).

Forma de apresentação: cordão e placa

Ação: hemostasia, debridamento osmótico, grande absorção de exsudato, umidade (formação de gel).

AÇÚCAR

Composição: sacarose

Forma de apresentação: em granulos

Ação: efeito bactericida, proporcionado pelo efeito osmótico, na membrana e parede celular bacteriana.

Observação: é necessário troca de 2/2 horas para manter a sua ação, feridas com necrose de coagulação, queimaduras, pacientes obesos, desnutridos e com idade avançada.

FILMES TRANSPARENTES

Composição: filme de Poliuretano, aderente (adesivo), transparente, elástico e semi-permeável.

Ação: umidade, permeabilidade seletiva, impermeável a fluidos.

Observação: pode ser utilizado como cobertura secundária. Trocar até 7 dias.

HIDROPOLÍMERO

Composição: almofada de espuma composta de camadas sobrepostas de não tecido e revestida por poliuretano.

Indicação: feridas abertas não infectadas com baixa ou moderada exsudação.

Contra-indicação: feridas infectadas e com grande quantidade de exsudação.

Observação: uso de talco para aumentar poder de adesividade.

GAZE DE ACETATO IMPREGNADA COM PETROLATUM (ADAPTIC)

Composição: tela de acetato de celulose, impregnada com emulsão de petrolatum, hidrossolúvel.

Ação: proporciona a não aderência da ferida.

Indicação: áreas doadoras e receptoras de enxerto, abrasões e lacerações.

Contra-indicação: alergia

CARVÃO ATIVADO E PRATA

Composição: carvão ativado com prata à 0,15%, envolto por não tecido de nylon poroso, selado nas quatro bordas.

Ação: absorve exsudato, absorve os microorganismos, filtra odor, bactericida (prata).

Indicações: feridas fétidas, infectadas ou com grande quantidade de exudato.

Contra indicações: feridas com exposição ósteo-tendinosas, em assistidos/clientes que apresentem hipersensibilidade ao náilon.

Observação: não pode ser cortado

Pode ser associado a outros produtos, como: alginato de cálcio e sódio.

Freqüência de troca segundo a saturação, em média com 48 a 72 horas.

ÁCIDO GRAXO ESSENCIAL (AGE)

Composição: óleo vegetal composto por ácidos linoleico, caprílico, cáprico, vitaminas A, E e lecitina de soja.

Ação: quimiotaxia leucocitária, angiogênese, umidade, gactericida.

Indicação: prevenção e tratamento de ulceras, tratamento de feridas abertas.

Contra-indicação: alergia

Observação: pode ser associado a outras coberturas.

PRODUTOS DERIVADOS DO IODO

Composição: Polivinil-pirrolidona-iodo (PVPI)

Ação: penetra na parede celular alterando a síntese do ácido nucléico, através da oxidação.

Indicação: antissepsia de pele e mucosas peri-cateteres.

Contra-indicação: feridas abertas de qualquer etiologia.

Observações: é neutralizado na presença de matéria orgânica, em lesões abertas altera o processo de cicatrização (citotóxico para fibroblasto, macrófago e neutrófilo) e reduz a forca tensil do tecido.

CLOREXIDINA

Composição: Di-glucanato de clorexidina

Ação: atividade germicida por destruição de membrana citoplasmática bacteriana.

Indicação: antissepsia de pele e mucosa peri-cateteres.

Contra-indicação: feridas abertas de qualquer etiologia.

Observações: a atividade germicida se mantém mesmo na presença de matéria orgânica, citotóxico, reduz a força tensil tecidual.

PERÓXIDO DE HIDROGÊNIO (ÁGUA OXIGENADA)

Composição: Peróxido de hidrogênio à 3%.

Ação: bactericida limitado

Indicação: não existe para ferida

Contra-indicação: inapropriada para uso como antisséptico.

Observações: citotóxico, colapso da ferida por formação de bolhas de ar.

Tratar de uma lesão, não significa apenas aplicar um produto ou substância, significa cuidar de um ser único, que possui suas peculiaridades e devem ser respeitadas na hora de escolher a forma de tratamento e a técnica de curativo.
As técnicas de curativos são procedimentos assépticos que vão desde a irrigação com solução fisiológica até a cobertura específica que auxiliarão no processo de cicatrização.
A enfermagem deve ser bastante criteriosa, quanto aos medicamentos nas lesões e nas técnicas de curativos corretas, sem contaminações, pois podem interferir de uma forma positiva ou negativa na cicatrização.

Tipos de Curativos:
O Tipo de curativo a ser realizado varia de acordo com a natureza, a localização e o
tamanho da ferida. Em alguns casos é necessária uma compressão, em outros lavagem exaustiva com solução fisiológica e outros exigem imobilização com ataduras. Nos curativos em orifícios de drenagem de fístulas entéricas a proteção da pele sã em torno da lesão é o objetivo principal.

Curativo semi-oclusivo: Este tipo de curativo é absorvente ,e comumente utilizado
em feridas cirúrgicas, drenos, feridas exsudativas, absorvendo o exsudato e isolando-o da pele adjacente saudável.
Curativo oclusivo: não permite a entrada de ar ou fluídos, atua como barreira
mecânica, impede a perda de fluídos, promove isolamento térmico, veda a ferida, a fim de impedir efízema,e formação de crosta.
Curativo compressivo: Utilizado para reduzir o fluxo sangüíneo, promover a
estase e ajudar na aproximação das extremidades da lesão.
Curativos abertos: São realizados em ferimentos que não há necessidade de serem
ocluídos. Feridas cirúrgicas limpas após 24 horas, cortes pequenos, suturas, escoriações, etc
são exemplos deste tipo de curativo.

Classificação do Curativo de acordo com o Tamanho da Ferida:

Curativo pequeno: curativo realizado em ferida pequena: aproximadamente 16
cm2. (ex: cateteres venosos e arteriais, cicatrização de coto umbilical, fístulas anais,
flebotomias e/ou subclávia/jugular, hemorroidectomia, pequenas incisões, traqueotomia.
Cateter de diálise e intermitente).
Curativo Médio: curativo realizado em ferida média, variando de 16,5 a 36 cm2.
(ex: Cesáreas infectadas, incisões de dreno, lesões cutâneas, abscessos drenados, escaras
infectadas, outros especificar).
Curativo grande: curativo realizado em ferida grande, variando de 36,5 a 80 cm2.
(ex: Incisões contaminadas, grandes cirurgias – incisões extensas (cirurgia torácica,
cardíaca), queimaduras (área e grau), toracotomia com drenagem, úlceras infectadas, Outros).
Curativo Extra Grande: curativo realizado em ferida grande, com mais de 80 cm2
(ex: Todas as ocorrências de curativos extragrandes deverão obrigatoriamente constar de justificativa médica).

Técnica de Curativo:
Normas Gerais:
• Lavar as mãos antes e após cada curativo, mesmo que seja em um mesmo paciente;
• Verificar data de esterilização nos pacotes utilizados para o curativo (validade usual 7
• dias);
• Expor a ferida e o material o mínimo de tempo possível;
• Utilizar sempre material esterilizado;
• Se as gazes estiverem aderidas na ferida, umedecê-las antes de retirá-las;
• Não falar e não tossir sobre a ferida e ao manusear material estéril;
• Considerar contaminado qualquer material que toque sobre locais não esterilizados;
• Usar luvas de procedimentos em todos os curativos, fazendo-os com pinças (técnica
• asséptica);
• Utilizar luvas estéreis em curativos de cavidades ou quando houver necessidade de
• contato direto com a ferida ou com o material que irá entrar em contato com a ferida;
• Se houver mais de uma ferida, iniciar pela menos contaminada; Nunca abrir e trocar
• curativo de ferida limpa ao mesmo tempo em que troca de ferida contaminada;
• Quando uma mesma pessoa for trocar vários curativos no mesmo paciente, deve iniciar pelos de incisão limpa e fechada, seguindo-se de ferida aberta não infectada, drenos e por último as colostomias e fístulas em geral;
• Ao embeber a gaze com soluções manter a ponta da pinça voltada para baixo;
• Ao aplicar ataduras, fazê-lo no sentido da circulação venosa, com o membro apoiado,
• tendo o cuidado de não apertar em demasia.
• Os curativos devem ser realizados no leito com toda técnica asséptica;
• Nunca colocar o material sobre a cama do paciente e sim sobre a mesa auxiliar, ou
• carrinho de curativo. O mesmo deve sofrer desinfecção após cada uso;
• Todo curativo deve ser realizado com a seguinte paramentação: luva, máscara e óculos.

Em caso de curativos de grande porte e curativos infectados (escaras infectadas com áreas extensas, lesões em membros inferiores, e ferida cirúrgica infectada) usar também o capote como paramentação;
Quando o curativo for oclusivo deve-se anotar no esparadrapo a data, a hora e o nome de quem realizou o curativo.

Cuidados importantes:
• Em portadores de ostomias e fístulas utilizar placa protetora e TCM na proteção da pele nas áreas adjacentes à ferida;
• Não comprimir demasiadamente com ataduras e esparadrapos o local da ferida a fim de garantir boa circulação;
• As compressas e ataduras deverão ser colocadas em saco plástico protegidos e jogar no hamper de roupa do paciente. Quando este material estiver com grande quantidade de secreção, deve-se colocar em saco plástico e desprezar;
• Trocar os curativos úmidos quantas vezes forem necessárias, o mesmo procedimento deve ser adotado para a roupa de cama, com secreção do curativo;
• Quando o curativo da ferida for removido, a ferida deve ser inspecionada quanto a sinais flogísticos. Se houver presença de sinais de infecção (calor, rubor, hiperemia, secreção) comunicar o S.C.I.H. e / ou a supervisora e anotar no prontuário, colher material para cultura conforme técnica;
• O curativo deve ser feito após o banho do paciente, fora do horário das refeições;
• O curativo não deve ser realizado em horário de limpeza do ambiente, o ideal é após a limpeza;
• Em feridas em fase de granulação realizar a limpeza do interior da ferida com soro
• fisiológico em jatos, não esfregar o leito da ferida para não lesar o tecido em formação.
• Os drenos devem ser de tamanho que permitam a sua permanência na posição vertical, livre de dobras e curva;
• Mobilizar dreno conforme prescrição médica;
• Em úlceras venosas e neuropatias diabética (pé diabético) manter membro enfaixado e aquecido com algodão ortopédico;
• Em úlceras arteriais, manter membro elevado.

Antes de Iniciar o Curativo, deve-se Realizar:
• Avaliação do estado do paciente, principalmente os fatores que interferem na cicatrização, fatores causais, risco de infecção;
• Avaliação do curativo a ser realizado, considerando-os em função do tipo de ferida;
• Orientação do paciente sobre o procedimento;
• Preparo do ambiente (colocar biombos quando necessário, deixar espaço na mesa de
• cabeceira para colocar o material a ser utilizado, fechar janelas muito próximas, disponibilizar lençol ou toalha para proteger o leito e as vestes do paciente quando houver possibilidade de que as soluções escorram para áreas adjacentes);
• Preparar o material e lavar as mãos;
Após estes preparativos, podemos iniciar o curativo propriamente dito (remoção, limpeza, tratamento, proteção).

Após a realização do curativo proceder a:
• Recomposição do paciente;
• Recomposição do ambiente;
• Destinação dos materiais (colocar em sacos no carrinho de curativos encaminhando à C.M.E. o mais rápido possível, ou de acordo com as rotinas do Setor);
• Lavar as mãos;

Evolução: Registro do procedimento incluindo avaliação da ferida; Após cada curativo devem ser anotadas no prontuário do paciente as seguintes informações sobre a lesão:

• Localização anatômica;
• Tamanho e profundidade;
• Tipo de Tecido
• Presença de secreção / exsudato (quantidade, aspecto, odor);
• Bordas e Pele peri-ulceral;
• Presença de crosta;
• Presença de calor, rubor, hiperemia e edema.

Observações:
A evolução do curativo, bem como os materiais gastos deverão ser anotados ao término de cada curativo, evitando assim erros e esquecimentos de anotações;
Se houver mais de um curativo em um mesmo paciente anotar as informações separadas para cada um deles citando a localização do mesmo.
Lembre-se de:
• Evitar falar no momento da realização do procedimento e orientar o paciente para que faça o mesmo;
• Fazer a limpeza com jatos de SF 0,9% sempre que a lesão estiver com tecido de
• granulação vermelho vivo (para evitar o atrito da gaze);
• A troca do curativo será prescrita de acordo com a avaliação diária da ferida;
• Proceder a desinfecção da bandeja, carrinho, ou mesa auxiliar após a execução de cada curativo, com solução de álcool a 70%;
• Manter o Soro Fisiológico 0,9 % dentro do frasco de origem (125 ml);
• Desprezar o restante em caso de sobra;
• O T.C.M. deve ser distribuído em frascos pequenos estéreis, (individuais);
• Realizar os curativos contaminados com S. F. 0,9 % aquecido (morno).

Principais Erros Cometidos ao se Fazer um Curativo:
• Usar curativo em feridas totalmente cicatrizadas;
• Cobrir o curativo com excesso de esparadrapo;
• Trocar o curativo em excesso em feridas secas;
• Demorar a trocar o curativo de feridas secretantes;
• Esquecer de fazer as anotações ou não faze-las corretamente;
• Não lavar as mãos entre um curativo e outro;
• Conversar durante o procedimento;
• Misturar material de um curativo e outro, em um mesmo paciente;
• Não fazer desinfecção do carrinho de um curativo para outro.

Cartilha de Primeiros Socorros para a Comunidade

Cartilha de Primeiros Socorros para a Comunidade

AMANDA RIBEIRO VALÉRIO (Estudante de Enfermagem)

INDICE

• Introdução

• Conteúdo

- Hematoma e edema

- Hemorragia

- Hipóstase

- Ferimentos

- Queimaduras

- Corpos Estranhos e OVACE (obstrução de vias aéreas por corpos estranhos)

- Intoxicação

- Fraturas

- Convulsão

- Tonturas e desmaio

- Dor no peito

- Parada Cardiorrespiratória

• Conclusão

• Bibliografia

INTRODUÇÃO

O que são primeiros Socorros?

Primeiros-socorros são cuidados prestados, rapidamente, a pessoas (vítimas) em situações de acidentes ou mal-súbito, no local onde o fato está ocorrendo. Estes cuidados podem salvar vidas ou evitar que situações mais graves aconteçam até que o socorro especializado chegue. O socorreste (quem atende a vítima) deve avaliar a situação e a vitima, garantir sua segurança, a segurança do local e prestar os primeiros-socorros.

Neste manual você encontrará orientações básicas para serem feitas em situações de acidentes ou mal-súbito, antes da chegada do serviço de atendimento especializado.

A função de quem socorre (socorreste) é:

• Observar a situação para não se tornar uma vítima também;

• Manter a pessoa viva até a chegada do socorro especializado;

• Evitar causar outras lesões ou agravar as já existentes.

Vamos conhecer algumas palavras e frases?

Emergência: é uma situação que envolve um risco de morte imediato, ou seja, a pessoa pode morrer a qualquer momento e deve ser atendido o mais rápido possível.

Urgência: é uma situação que envolve risco de morte mediato, ou seja, a pessoa pode morrer, mas você tem um tempo maior para atendê-la.

Serviços de Atendimento pré-hospitalar (APH): o atendimento pré-hospitalar envolve um conjunto de procedimentos técnicos realizados por profissionais especializados no local da ocorrência e durante o transporte da pessoa ou vítima. Neste atendimento a equipe especializada realiza o suporte básico de vida. O objetivo deste serviço é manter a pessoa com vida o mais tempo possível até a sua chegada ao hospital. Estes serviços são:

• Resgate (193): para retirar de algum lugar, por exemplo: água, deslizamentos, ferragens;

• SAMU (192): Serviço de Atendimento Móvel de Urgência – tem como finalidade prestar o socorro em casos de emergência. È um serviço do governo federal, funciona 24 horas por dia com equipes de profissionais de saúde: médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem e socorrestes que atendem às urgências de natureza traumática, clínica, pediátrica, cirúrgica, gineco-obstétrica e de saúde mental da população.

• Polícia (190): para acidentes de trânsito.

Suporte básico de vida: O Suporte Básico de Vida (SBV) mantém as funções vitais de respiração e circulação da pessoa. Sem respirar e/ou sem a circulação do sangue a pessoa morre em minutos.

As manobras de SBV podem ser realizadas por qualquer pessoa treinada, não havendo necessidade de ser um profissional da área de saúde.

Equipamento de Proteção individual (EPI): são equipamentos que protegem a saúde do socorreste, reduzindo os riscos de contaminação por líquidos corpóreos (sangue, urina, fezes, saliva, vômito) da vítima a ser atendida.

Os materiais mais comuns são: luvas, óculos, máscaras e roupas adequadas.

Sinais: são todas aquelas coisas que se vêem quando se olha para a vítima ou para o seu corpo e que significam que algo não vai bem.

Sintomas: são aquelas coisas que a vítima sente em seu corpo, que não são normais e relata para você.

Sinais vitais: são indicadores do estado de saúde da pessoa e são verificados por meio da: temperatura, pulso, respiração e da pressão arterial. Existem equipamentos próprios para a verificação de cada sinal vital, que devem ser verificados com cautela e sempre que possível.

Segurança do Local da Cena:

Manter a segurança no local de atendimento previne que outro acidente aconteça, inclusive com você. Como manter a segurança:

• Evitar contato direto com substâncias que possam transmitir doenças infecciosas como sangue, urina, fezes, vômito, saliva, muco, esgoto, água, roupas ou superfícies contaminadas. Para tanto, o socorreste deve utilizar os equipamentos de proteção individual (EPI).

• Evitar ou eliminar os agentes causadores de lesões ou agravos à saúde, como fogo, explosão, eletricidade, fumaça, água, gás tóxico, tráfego (colisão ou atropelamento), queda de estruturas, ferragens cortantes e materiais perigosos.

• Para que o socorro siga de forma segura, antes mesmo de se examinar a vítima, o local deve ser cuidadosa e sistematicamente avaliado. Por isso é fundamental fazer a "avaliação da cena".

Passos de Segurança

1. Qual é a situação? Consiste na identificação da situação em si. O que está ocorrendo, o que o socorreste vê;

2. Para onde vai? Análise da potencialidade ou de como a situação pode evoluir. Por exemplo: combustível derramado pode explodir, um fio energizado pode dar choques, fogo que pode alastrar-se, um veículo que pode rolar um barranco;

3. O que fazer para controlá-la? Identificação dos recursos a serem empregados, incluindo a solicitação de ajuda para atender adequadamente a situação, levando-se em conta, rigorosamente, os dois passos dados anteriormente. Você sempre deve pedir ajuda especializada em primeiro lugar!

Estes passos devem ser seguidos sempre nesta seqüência para a segurança do trabalho de socorro às vítimas.

Avaliação da Vítima

A avaliação da vítima é dividida entre primária e secundária. É por meio destas avaliações que identificamos as condições da vítima.

Avaliação primária

A avaliação primária deve ser cuidadosa e respeitar uma ordem, como pode ver abaixo:

1. Ver se a vítima está consciente, ou seja, se responde – chame-a, sem movimentá-la;

2. Se ela não responde, veja se ela respira (ver, ouvir e sentir os movimentos respiratórios) com cuidado para não desalinhar a coluna cervical;

3. Avaliar a circulação (pulso);

4. Avaliar se há sangramentos.

Avaliação secundária

Somente após completar todos os passos da avaliação primária é que se parte para a avaliação secundária:

• Observe a vítima da cabeça aos pés, veja se há algo errado, por exemplo:

• Confusão mental (a vítima não dá respostas adequadas às perguntas);

• Queimaduras;

• Fraturas;

• Objetos encravados.

A seguir você encontrará alguns fatos que podem ocorrer e que levam a necessidade de um atendimento de primeiros-socorros. O texto explica brevemente o que é o fato e como você deve agir em cada situação.

CONTEÚDO

1. Hematoma e Edema

O Hematoma é um sangramento que ocorre abaixo da pele após uma pancada e é facilmente observado por uma mancha roxa. O edema nada mais é que o inchaço.

Atendimento

• Coloque gelo em um saco, proteja o local do corpo com um pano e aplique a compressa de gelo;

• Peça para a pessoa evitar movimentar o local por algum tempo;

• Se você observar deformidade; a vítima relatar uma dor insuportável chame o socorro especializado.

2. Hemorragias

Hemorragia é a perda de sangue após o rompimento de um ou mais vasos sangüíneos (veias ou artérias).

ATENÇÃO: Toda hemorragia deve ser controlada.

Existem dois tipos de hemorragia:

1. Hemorragia Interna

• Resultante de um ferimento profundo com lesão em órgãos internos, não se enxerga o sangue saindo, é mais difícil de identificar. Algumas vezes, pode exteriorizar-se, saindo sangue em golfadas pela boca da vítima ou pelos ouvidos.

• A vítima apresenta: pulso fraco, pele fria, suores em testa e mãos, palidez, sede e tonturas.

2. Hemorragia Externa

• É aquela que é visível, ou seja, você vê bastante sangue saindo de um ferimento. Se não for controlada, também pode causar a morte.

Atendimento

• Chamar o socorro especializado;

• Proteger-se com luvas (sempre que em contato com sangue ou outros líquidos corpóreos);

• Identificar o local exato da hemorragia, o sangue espalha-se e podemos estar realizando atendimento no local errado.

• Colocar um pano limpo dobrado, no local do ferimento;

• Pressionar com firmeza (curativo compressivo), cuidado para não pressionar demais e parar a circulação;

• Se a hemorragia for a braço ou perna, levante o membro, só não o faça se houver suspeita de fraturas (deformidades);

• Caso o sangue continue saindo mesmo após a realização do curativo compressivo, não retire o pano que você colocou primeiro, coloque outro pano limpo em cima, continuando a pressionar o local.

OBS. Nunca use torniquete (amarrar o local), pois isto pode para a circulação e levar a necessidade de amputação cirúrgica.

3. Hipóstase (sangramento do nariz)

Hipóstase é a perda de sangue pelo nariz quando algum vaso sanguíneo se rompe.

Atendimento

A maioria das hipóstases tem resolução rápida e não necessitam atendimento médico.

• Apertar as laterais do nariz contra o septo (osso) por alguns minutos.

• Sente a vítima, que deve ficar reta (nem com a cabeça para frente, nem para trás);

• Após parar o sangramento, não assue o nariz;

• Não coloque nada dentro do nariz e não use cotonetes, dedo, pinças, lenços ou papel higiênico.

Caso o sangramento não pare ou se repita, procure o médico.

4. Ferimentos

É um rompimento da pele, podendo ser superficial ou profundo, neste último caso, podem atingir até órgãos, vasos sangüíneos e ossos.

Pode ser provocados por arma de fogo, arames, pregos, pedaços de metais, entre outros.

Atendimento

1. Ferimentos leves ou superficiais

• Lavar o ferimento com bastante água e sabão.

• Não retirar farpas, vidros ou partículas de metal do ferimento, a menos que saiam facilmente, durante a limpeza;

• Manter o ferimento limpo e seco.

2. Ferimentos extensos ou profundos

• Chame o socorro especializado;

• Cubra a ferida com panos limpos;

• Caso tenha um objeto encravado no ferimento, não tente removê-lo NUNCA.

5. Queimaduras

É qualquer ferimento provocado pela a ação do calor, frio, eletricidade ou substância química sobre o organismo.

São classificadas em:

1. Queimaduras de 1º grau - vermelhidão (lesões de camadas superficiais da pele);

2. Queimaduras de 2º grau - vermelhidão e bolhas (lesões de camadas mais profundas da pele);

3. Queimaduras de 3º grau - destruição de tecidos que podem estar escuros ou esbranquiçados (lesões de todas as camadas da pele, comprometimento dos tecidos mais profundos, órgãos e nervos).

Atendimento

• Chame o socorro especializado;

• Retire a roupa que não estiver grudada. Caso esteja grudada, não retire, pois pode ocasionar lesões graves;

• Retire objetos que possam ser removidos como corrente relógio. Se estiverem grudados, não retire.

• Se a queimadura for por substância sólida, retire o excesso com pano seco (proteja-se!);

• Lave em água corrente e limpa, abundantemente e sem fazer pressão, pois alivia a dor e retira excesso de substâncias químicas

• Proteja com pano limpo e molhado em água limpa

• Não utilize nenhum tipo de pomada ou produtos caseiros na área afetada pela queimadura, somente água;

• Não fure as bolhas existentes;

• Encaminhe, junto com a vítima, a embalagem, rótulo ou produto que causou a lesão para ser identificado.

6. Corpos Estranhos

São objetos, tais como: areia, grãos diversos, pequenos insetos, peças de brinquedos, moedas, bolinhas de papel, alimentos que penetram na boca, nos olhos, no nariz ou nos ouvidos. No caso dos engasgos podem causar dificuldade respiratória ou até parada da respiração.

Atendimento

No ouvido:

Não tente retirar objetos profundamente introduzidos, nem coloque nenhum instrumento no canal auditivo (pinça palito, arame, cotonetes).

􀂃 Pingue algumas gotas de óleo mineral morno (vire a cabeça para que o óleo e o objeto possam escorrer para fora) e procure ajuda médica especializada imediatamente.

Nos olhos

􀂃 Não deixe a vítima esfregar ou apertar os olhos, pingue algumas gotas de soro fisiológico. Se isso não resolver, cubra os olhos com compressas de gaze ou pano limpo, sem apertar e procure um médico;

􀂃 Se o objeto estiver cravado no olho, não tente retirá-lo, cubra-o e procure ajuda médica. Se não for possível fechar os olhos, cubra-os com um cone de papel grosso e procure ajuda médica imediata.

No nariz

􀂃 Peça para a vítima respirar somente pela boca, orientando-a a assuar o nariz;

􀂃 Não introduza nenhum instrumento nas narinas para retirar o objeto. Se ele não sair, procure auxílio médico.

Na boca

􀂃 Peça para a vítima tossir com força, este é o recurso mais eficiente quando não há asfixia;

􀂃 O risco do engasgo está em tampar (obstruir) a passagem do ar parando a respiração e caso isto ocorra, a vitima pode até morrer. Para isto há algumas situações de socorro:

- NUNCA bata nas costas da vítima, isto pode fazer o objeto entrar mais ainda;

- Abrace a vítima por trás e coloque suas mãos na altura do estômago. Golpeie a região para cima;

- Se a vítima perder a consciência ou desmaiar chame o socorro

- especializado e deite-a no chão. Coloque as suas mãos na altura do estômago e faça movimentos para cima, deixe a cabeça da vítima para o lado. Se você observar objetos na boca ou garganta, retire-os com cuidado para que eles não entrem novamente;

- Se a vítima for um bebê, deite-a nos seus joelhos (inclinada para baixo) e bata levemente nas costas 3 ou 4 vezes, vire a vítima e com os dedos na altura do estômago empurre para cima. Deixe a cabeça da vítima para o lado e se você observar objetos na boca ou garganta retire-os com cuidado.

7. Intoxicação

Intoxicação ou envenenamento é qualquer lesão provocada pelo contato com substancias tóxico, principalmente engolido.

Substâncias que podem causar intoxicação: medicamentos, produtos de limpeza, raticidas e inseticidas, derivados de petróleo, gases e plantas. ATENÇÃO: acidentes domésticos são uma das principais causas de morte em crianças.

Sintomas: Os sintomas de intoxicação são muito variados e dependem da substância tóxica em questão e da quantidade que provocou o envenenamento. Os mais freqüentes são: dor, sonolência, visão turva, manchas vermelhas na pele, náuseas, vômitos e outros.

Atendimento

A conduta a ser tomada vai depender da substância tóxica em questão. Por isso a substância suspeita deve ser levada ao serviço de emergência do hospital.

• Chame o socorro especializado;

• Se for gás ou fumaça, deve-se ventilar o local e transportar a vitima do local contaminado para um local ventilado. Afrouxe ou remova roupas para facilitar a respiração;

• Se o veneno entrar em contato com a pele ou olhos, deve ser retirado à roupa da vitima e deve ser colocada embaixo de água corrente, ou no caso dos olhos, deverão ser lavados abundantemente, sem esfregar;

• Se o produto for ingerido, não provoque vômitos e não ofereça líquidos ou alimentos, leve a vítima e o produto para o pronto-socorro.

8. Fraturas

É o rompimento de um ou mais ossos. A fratura pode ser fechada (não há rompimento da pele, o osso não aparece) ou exposta (quando o osso aparece).

Sinais e Sintomas: Dor intensa no local, edema (inchaço), coloração roxa no local da fratura, posição anormal do membro fraturado (deformidade), dificuldade para movimentar o membro ou ausência de movimentos.

Atendimento:

• Chamar o socorro especializado;

• Não movimentar o local fraturado;

• Se a fratura for a braço, dedo ou perna, retire objetos que possam interferir na circulação (relógio, anéis, calçados);

• Em caso de fratura exposta, quando há sangramento, proteja a área com um pano limpo e enrole com uma atadura no local do sangramento. Não movimente o local;

• Não tente recolocar o osso no lugar, isso é um procedimento médico realizado dentro do hospital, com todos os cuidados necessários;

• Se suspeitar de fratura no crânio ou coluna cervical proteja a cabeça da vítima de maneira que ela não possa realizar movimentos, não lateralize a cabeça e não a eleve.

9. Convulsões

É um tipo de ataque que ocorre por um distúrbio no cérebro (como se fosse um curto circuito). A vítima tem movimentos involuntários e desordenados e em geral, perda da consciência durante a convulsão.

Atendimento

Ao iniciar

• Afastar objetos que possam causar lesões na vítima;

• Proteger a cabeça da vítima com a mão, roupa ou travesseiro;

• Afastar os curiosos, dar espaço para a vítima respirar;

• Não tracionar a língua ou colocar objetos na boca para segurar a língua (tipo colher, caneta, madeira, dedos).

• Isto pode durar até 3 minutos, se não parar chame o socorro especializado;

• Permaneça ao lado da vítima.

Estado Pós-Convulsivo:

• Lateralizar a cabeça para que a saliva escorra, evitando engasgos;

• Observar se a respiração está adequada;

• Limpar as secreções salivares, com um pano ou papel, para facilitar a respiração;

• Se a vítima quiser dormir, deixe-a descansar de lado, enquanto aguarda o socorro;

• Não medique a vítima, mesmo que ela tenha os medicamentos, pois os reflexos não estão totalmente

Recuperados, e ela pode se afogar ao engolir o comprimido e a água;

• Não a deixe sozinha nesta fase;

• Chame socorro especializado ou leve à vítima ao pronto-socorro.

10. Tontura e desmaio

Pode ser provocado em geral por emoções súbitas, falta de açúcar no sangue, fadiga ou nervosismo.

A vítima empalidece, sua e a respiração, geralmente, fica fraca.

Se desmaiar perderá a consciência por alguns momentos.

Atendimento

• Deite a vítima de costas em uma superfície reta com a cabeça estendida para trás;

• Levante as pernas, acima da altura do tórax;

• Solte as roupas apertadas;

• Se a vítima não recobrar a consciência em 1 ou 2 minutos, chame o socorro especializado.

11. Dor no Peito

Devemos saber que nem toda dor no peito é problema de coração, porém se não houve trauma (pancadas) devemos suspeitar de infarto.

Os sinais e sintomas são:

Pressão desconfortável no peito ou nas costas que pode ser acompanhada de tonturas, suor, náusea, respiração curta ou falta de ar e até perda de consciência;

• A dor do infarto geralmente avança para a boca, pescoço, ombros, braços ou estômago;

• A vítima pode estar com falta de ar, inquietação e ansiedade.

ATENÇÃO: Nem sempre aparecem todos os sintomas.

Atendimento

• Coloque a pessoa na posição que ele sinta-se confortável (semi-sentado costuma ser a melhor);

• Solte qualquer roupa ou cinto que estejam apertados para deixar livre a respiração;

• Tranqüilize a pessoa;

• Chame socorro médico.

12. Parada Cardiorrespiratória

É quando a pessoa para de respirar e seu coração não bate mais.

O atendimento tem como objetivo fazer voltar essas funções ou manter as mesmas por meio de massagem cardíaca e respiração boca a boca até a chegada do socorro especializado, evitando assim a morte da vítima.

Como saber se a pessoa está sofrendo uma parada cardiorrespiratória?

• Ausência de consciência (não responde ao chamado nem com movimentos nem com sons ou tosse);

• Ausência da respiração;

• Ausência de pulso (pulso é a sensação que temos quando colocamos os dedos ao redor do punho da mão);

• Palidez, pele fria e úmida, pele arroxeada nas mãos.

Atendimento

Siga a ordem do atendimento, não pule etapas:

• Chame a vítima, veja se ela responde com movimentos, tosse e/ou sons;

• Se não responde, posicione a vítima de barriga para cima em um lugar duro;

• Incline a cabeça da vítima e empurre o queixo

• para trás, para facilitar a passagem de ar;

• Verifique se ela respira (ver, ouvir e sentir os movimentos respiratórios);

• Se não respira, faça 2 respirações boca a boca;

• Verifique se ela respira;

• Se não respira, verifique o pulso; • Se não há pulso e respiração inicie as compressões no tórax. Faça 30 compressões, pare e faça 2 respirações boca a boca;

• Siga esse ritmo, sem parar até a chegada do socorro (figura 22);

Como fazer respiração boca a boca

• Incline a cabeça da vítima e empurre o queixo para trás;

• Puxe o ar, coloque a sua boca na boca da vítima e solte o ar, até que o tórax levante. As narinas da vítima devem ser fechadas com os dedos polegar e indicador, para evitar que o ar saia;

• Faça uma proteção entre os seus lábios e o da vítima pegue um pedaço de saco plástico e fure com o dedo, coloque-o na boca da vítima, cada vez que você for realizar a respiração, seus lábios não tocarão os da vítima.

Como fazer as compressões no tórax

• Você deve ficar de joelhos, ao lado da vítima e seus braços devem ficar esticados;

• Coloque uma mão sobre a outra entre as mamas da vítima;

• Utilize o peso do seu corpo (sempre mantendo os braços esticados) e faça uma pressão sobre o tórax (entre as mamas) até você perceber que ele abaixa um pouco (aproximadamente 5 centímetros).

•

OBS.: Em crianças: Na respiração não solte muito o ar e na massagem utilize apenas a palma de uma das mãos.

CÁLCULO DE MEDICAMENTOS

SEMIOTÉCNICA II – ESTUDO DIRIGIDO

CÁLCULO DE MEDICAMENTOS

Para preparar e administrar medicamentos, é preciso considerar 11 saberes, segundo Figueiredo et al (2003, p.173):

  1. Saber quem é o cliente;
  2. Saber quais são suas condições clínicas;
  3. Saber seu diagnóstico;
  4. Saber qual é o medicamento;
  5. Saber as vias;
  6. Saber as doses;
  7. Saber calcular;
  8. Saber as incompatibilidades;
  9. Saber sobre interações medicamentosas, ambientais, pessoais e alimentares;
  10. Saber sentir para identificar sinais e sintomas de ordem subjetiva;
  11. Saber cuidar.

Cabe destacar que, a dose adequada é uma das partes mais delicadas da administração de medicamentos e envolve responsabilidade, perícia e competência técnico-científica. Logo, é necessário que a enfermeira entenda alguns conceitos:

- Dose: quantidade de medicamento introduzido no organismo a fim de produzir efeito terapêutico.

- Dose máxima: maior quantidade de medicamento capaz de produzir ação terapêutica sem ser acompanhada de sintomas tóxicos.

- Dose tóxica: quantidade que ultrapassa a dose máxima e pode causar conseqüências graves; a morte é evitada se a pessoa for socorrida a tempo.

- Dose letal: quantidade de medicamento que causa morte.

- Dose de manutenção: quantidade que mantém o nível de concentração do medicamento no sangue.

Unidades de medida:

- grama: unidade de medida de peso; sua milésima parte é o miligrama (mg), logo 1g corresponde a 1000mg e 1000g correspondem a 1 kg.

- litro: unidade de volume; sua milésima parte corresponde ao ml, logo, 1000ml é igual a 1l; dependendo do diâmetro do conta-gotas, 1ml corresponde a 20 gotas e 1 gota corresponde a 3 microgotas.

- centímetro cúbico (cc ou cm³): é similar ao ml, logo 1cc equivale a 1ml.

Noções elementares:

Solução é uma mistura homogênea composta de duas partes.

Suspensão é também composta por duas partes, mas difere da solução por ser heterogênea, o que significa que após centrifugação ou repouso, é possível separar os componentes, o que não ocorre na solução.

A concentração de uma mistura é determinada pela quantidade de soluto numa proporção definida de solvente, e poderá ser expressa em porcentagem (%) ou em g/L. Como exemplo temos que uma solução de glicose com 5g de glicose (soluto) dissolvida em 100 ml de água (solvente) é uma solução com concentração de 5%. Isso significa que a concentração é obtida pela divisão da massa (g) pelo volume, e é expressa em % ou g/L.

Exemplo 1) TRANSFORMAÇÃO DE SOLUÇÕES:

Para as transformações será usado como padrão o frasco de 500 ml de soro.

Temos 500 ml de soro glicosado 5 % e a prescrição foi de 500 ml a 10%.

Primeiro passo – Verifica-se quanto de glicose há no frasco a 5 %.

100 ml – 5 g

500 ml – x

x = 500 x 5 / 100 = 25g

Ø 500 ml de soro glicosado a 5% contem 25g de glicose

Segundo passo – Verifica-se quanto foi prescrito, isto é, quanto contem um frasco a 10%

100ml – 10g

500 ml – x

X = 500 x 10 / 100 = 50g

Ø 500 ml de soro glicosado a 10% contem 50g de glicose.

Ø Temos 25g e a prescrição foi de 50g; portanto, faltam 25g.

Terceiro passo – Encontra-se a diferença procurando supri-la usando ampolas de glicose hipertônica

Temos ampola de glicose de 20 ml a 50%

100 ml – 50g

20 ml – x

X = 20 x 50 / 100 = 10g

Ø Cada ampola de 20 ml a 50 % contem 10g de glicose

20 ml – 10g

X – 25g

X = 20 x 25 / 10 = 50 ml

Ø Será colocado então, 50 ml de glicose a 50%, ou seja, 2 + ½ ampolas de 20 ml no frasco de 500ml a 5%. Ficaremos com 550 ml de soro glicosado.

Exemplo 2) CALCULO DE INSULINA

Temos seringa de 1 ml graduada em 40 UI, o frasco de insulina é de 80 UI por mililitro. A dose prescrita foi de 25 UI.

80 U – 25 U

40 U – x

X = 40 X 25/ 80 = 12,5 U, então aspiraremos 12,5 UI, que correspondem as 25 UI prescritas.

Quando as unidades não coincidem com o frasco:

Frasco ------------- seringa

Prescrição --------X

Exemplo: insulina simples 20 UI

Disponível: frasco --------- 40 UI

Seringa -------- 80 UI

40 ---------- 80 UI

20 ---------- X

X = 40 UI

Exemplo 3) DILUIÇÃO DE MEDICAMENTO (REGRA DE TRÊS)

Temos gentamicina 80 mg em ampolas de 2 ml. Foi prescrito 60 mg, quanto administrar?

2 ml - 80 mg

X – 60 mg

X = 1,5 ml

Ø Devo administrar 1,5 ml de gentamicina.

EXERCÍCIOS DE CÁLCULO PARA DILUIÇÃO DE MEDICAMENTOS

1) Quantos gramas de permanganato de potássio são necessários para preparar 250 ml de solução a 2%?

2) Quantos gramas de cloreto de sódio são necessários para preparar 500 ml de solução salina a 7,5%?

3) Administrar 30 U de insulina, usando uma solução de 80 U/ml e uma seringa graduada em 40 U

4) Administrar 20 U de insulina, usando uma solução de 40 U/ml e uma seringa graduada em 80 U/ ml

5) Em quantos ml deve-se diluir 80 mg de gentamicina para se obter 705g em 0,5 ml?

6) Em quantos ml de soro fisiológico deve-se diluir 1g de binotal para se obter 150 mg em 1 ml?

7) Em quantos ml de SF deve-se diluir 10.000.000 unidades de penicilina para se obter 750.000 unidades em 1 ml ?

8) Administrar glicose EV. Apresentação glicose 50% em ampola de 20 ml.

9) Administrar Lasix, ampola de 2 ml de 20 mg/ml. Aplicar 15 mg. Quanto diluir e quantos ml administrar?

10) Temos frascos de penicilina cristalina 5.000.000 U, administrar 1.250.000 U.

11) Temos frascos de penicilina cristalina 10.000.000 U, administrar 7.000.000 U

12) Temos heparina, frasco de 05 ml que contem 5.000 U/ ml. Administrar:

a. 2.500 U

b. 12.500 U

c. 18.000 U

d. 20.000 U

13) Temos frascos de Decadron com 2,5 ml, que contem 4 mg/ml. Esta prescrito 0,8 mg, quantos ml aplicamos?

14) Temos frascos de Decadron com 2,5 ml, que contem 4 mg/ml. Esta prescrito 25 mg, quantos ml aplicamos?

15) Um frasco de Keflex 500 mg a ser diluído em 5 ml, administrar 135 mg, quantos ml isto me representa?

16) Temos um frasco de Mefoxim 1 g a ser diluído em 6 ml, esta prescrito 350 mg, quanto aplicaremos?

17) Temos um frasco de penicilina cristalina 10.000.000 U. Administrar 2.800.000 U. Diluir em 10.

18) Temos heparina frasco de 5 ml com 5000 U/ml. Infundindo 4 ml equilvale a quantas unidades?

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

  • STAUT, N. da S; DURÁN, M.D.E.M; BRIGATTO, M.J.M. Manual de drogas e soluções. São Paulo: EPU, 1986.
  • FIGUEIREDO, N. M. A. de. Administração de medicamentos: revisando uma prática de Enfermagem. São Caetano do Sul: Difusão Enfermagem, 2003.